Li algures que «a História de Portugal não tem de ser tão pesada e comprida como a espada de Dom Afonso Henriques». O autor desta irónica frase publicitária, decerto não ignora o peso e o volume das mochilas com livros que os actuais alunos (2007) carregam a caminho e no regresso da escola. Por consequência, mais valeria, sim, carregarem deveras a espada do nosso primeiro-rei do que passarem por burricos de todas as cargas dos «sapientíssimos mentores de tão eloquente negócio». Infelizmente, o peso e o comprimento dos livros não tem correspondido ao produto encefálico duns e doutros. = TdG

Afonso Henriques, primeiro
rei-dos-reis, Conquistador,
reuniu Portus a Calle,
e Dom Sancho, seu herdeiro,
guerreiro, Povoador,
continuou Portugal.

Para exemplo crucial
face ao inimigo esconso
pondo seu pai em memória,
fecundo além do normal
Dom Sancho gerou Afonso,
o Gordo da lusa-história.

Vindo em linha sucessória
surge Dom Sancho-segundo,
o Capelo, régio e crente,
irmão do terço em glória,
também Afonso pró mundo,
o Bolonhês sapiente.


Segue avante a lusa-gente
sob um reinado feliz
que mais e mais se levanta
na gestão eficiente
do Lavrador Dom Dinis
casado com uma Santa.

Mais um Bravo se implanta,
el-rei Dom Afonso-quarto,
temido e assaz guerreiro,
pai do rei que nos encanta
em tempo curto mas farto,
Dom Pedro, o Justiceiro.

Enfim o rei derradeiro
da primeira-dinastia,
Dom Fernando, o «Formoso»,
de grandes males urdeiro
por ter dado em primazia
sua filha a rei maldoso. = TdG



Índice
Cópia